Por Fábio Prado · OAB/GO 29.242
Antes de assinar qualquer plano pago, vale saber exatamente até onde a versão gratuita de uma IA de uso geral resolve — e onde ela simplesmente não foi feita para ir.
Três sinais costumam indicar que chegou a hora: o volume de peças por mês já justifica automatizar mais do que só o primeiro rascunho; o tempo perdido reexplicando o caso a cada conversa começou a incomodar; ou já houve um susto — uma citação que quase passou errada — que mostrou o custo de não ter uma conferência embutida.
Não existe resposta certa universal — para um volume baixo de peças, a versão gratuita pode ser suficiente por bastante tempo. A decisão de migrar deveria vir do que o escritório realmente sente falta, não da pressão de assinar algo só porque existe.
Dá pra advogar só com IA gratuita?
Para um volume baixo de peças e tarefas mais simples, sim. Conforme o volume cresce ou as tarefas ficam mais complexas, as limitações de memória e de leitura de documentos longos tendem a pesar mais.
IA gratuita é menos segura que uma paga?
Não necessariamente por ser gratuita — o que importa é a política de dados de cada ferramenta específica, gratuita ou paga. Vale sempre conferir antes de colar dados de cliente.
Existe alguma IA feita para advogados que seja gratuita?
Algumas ferramentas oferecem período de teste gratuito ou plano de entrada limitado — vale testar antes de decidir por um plano pago.
O que perco exatamente ao ficar só na versão gratuita?
Principalmente: memória entre conversas, leitura confiável de autos extensos e conferência automática de citações — recursos que costumam vir só em ferramentas pagas ou feitas especificamente para o fluxo jurídico.
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