Por Fábio Prado · OAB/GO 29.242
Anotar à mão durante uma consulta ou audiência significa escolher, em tempo real, o que vale a pena registrar — e perder o resto. Gravar e transcrever com IA inverte isso: tudo fica registrado, e a triagem do que importa acontece depois, com calma.
A consulta ou audiência é gravada — pelo navegador, em tempo real, ou por upload de um áudio ou vídeo já pronto. A ferramenta transcreve com identificação de quem está falando e, em versões mais completas, gera também uma ficha resumida: o que o cliente afirmou, o que já está comprovado e o que ainda falta.
O ganho maior aparece depois: em vez de reler anotações soltas para lembrar o que o cliente disse, a transcrição e a ficha de atendimento entram como contexto direto na redação da peça — o que o cliente afirmou já chega organizado, com o que precisa de prova adicional sinalizado à parte.
Preciso avisar o cliente que a consulta está sendo gravada?
Sim — é boa prática de transparência e faz parte do consentimento informado sobre como os dados dele estão sendo tratados.
A transcrição funciona bem com áudio de qualidade ruim?
A precisão cai, mas o resultado costuma continuar utilizável. Vale reconferir manualmente os trechos com mais ruído ou fala sobreposta.
Dá para transcrever uma audiência inteira, não só uma consulta?
Sim — o vídeo de uma audiência inteira também pode ser transcrito, com identificação de quem fala em cada trecho.
A transcrição substitui a ata oficial da audiência?
Não. É uma ferramenta de apoio ao trabalho do advogado, não um documento oficial do processo.
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