Por Fábio Prado · OAB/GO 29.242
Prazo apertado e petição para escrever do zero é uma combinação que todo advogado já viveu. Com IA, o gargalo muda de lugar: não é mais o tempo de digitar, e sim o tempo de separar o que a ferramenta precisa saber para acertar de primeira. Veja como reduzir isso ao mínimo.
A diferença entre um rascunho quase pronto e um que precisa ser reescrito está em três hábitos simples: dar o contexto todo de uma vez (não aos poucos, numa conversa picada), dizer explicitamente o que não pode faltar (uma tese, uma citação específica, um tom mais firme) e pedir para a IA avisar o que ficou sem informação, em vez de deixar ela imaginar.
Esse é o piso, não o teto — quanto mais crítica a peça, mais vale o tempo extra de revisão. Mas para o volume do dia a dia, esses quatro pontos evitam a maioria dos problemas sem tomar mais que alguns minutos.
Dá pra confiar numa petição feita em poucos minutos?
Depende do que aconteceu antes de você receber o rascunho: se a IA leu o caso de verdade e conferiu as citações, o rascunho chega mais pronto. Se só recebeu um resumo digitado, a revisão precisa ser mais completa.
Quanto tempo realmente leva, na prática?
O rascunho geralmente sai em minutos. O tempo total depende da revisão — pode ser rápida se os dados já estavam completos, ou mais longa se faltar informação sobre o caso.
Peça urgente também pode ser feita assim?
Sim, mas vale redobrar a atenção na revisão de prazos e tutelas — pressa não deveria significar pular a conferência do que é mais sensível.
Isso funciona para qualquer área do direito?
Funciona melhor quando a jurisprudência da área é mais consolidada. Teses muito novas ou pouco pacificadas exigem revisão mais cuidadosa, independentemente da pressa.
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